Na Filosofia Clínica, tratamos dos pré-juízos como verdades subjetivas que a pessoa traz previamente e que entrarão em contato com suas vivências. Por exemplo, algo é assim para ela, antes mesmo de conhecer mais a seu respeito.
Portanto, pré-juízos dizem respeito a verdades, tratam do que é a priori e tendem a uma conclusão, um dado que se cristalizou em uma verdade.
Em alguns casos, os pré-juízos não passam por questões ligadas aos defeitos ou virtudes. Os pré-juízos correspondem a tudo o que uma pessoa é, tudo o que ela pensa ser, fazendo parte de suas crenças e verdades subjetivas, e que também para o “outro”, ocorra desta forma.
Neste caso, no vídeo percebemos questões sobre o espaço deste “outro”, expressando suas verdades.
Podemos ser diferentes e ainda assim estarmos certos, tudo ao mesmo tempo. É preciso, na medida do possível, partindo-se de cada estruturação, abrir caminho às diferenças.
No site Só Filosofia você encontra um vasto material para os seus estudos em filosofia.
Pedro de Freitas Júnior, bacharel em filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Filosofia Clínica, é responsável pela seção que trata de vídeos, contendo reflexões filosóficas escolhidos a cada semana.
Nestas datas fraternas de final de ano, a equipe da Associação Catarinense de Filosofia Clínica deseja a todos os leitores um natal maravilhoso com muita paz e um ano novo com muitas buscas subjetivas.
É qualquer conceito, situação, circunstância que tenha como característica aprisionar o sujeito.
Como surge ou se articula?
Trata-se de movimentos aleatórios, concessões, ‘arapucas’ existências e outras.
Neste tópico estrutural, padrão, muitas vezes, precisamos obter o conhecimento de sua natureza para, após, alterar, se necessário, suas regras, remodelando-o.
O vídeo ilustra, em algumas partes, o procedimento clínico chamado atalho.
Quando uma pessoa utiliza em seu discurso termos e expressões como "vou dar um jeito; inventarei uma saída; vou criar uma resposta; acho que poderia pensar outras coisas" estamos provavelmente diante do procedimento clínico denominado Atalho.
Inicialmente, uma advertência oportuna: a característica central do Atalho é a inventividade, a doxa, a criatividade. Isso em geral é atestado no convívio com a pessoa, mas deve ser respaldado pela compreensão da historicidade desta. Um dos enganos mais comuns é a confusão entre repertório existencial e inventividade.
Uma pessoa que tenha um repertório existencial derivado de sua erudição pode em um momento de crise surpreender colocando as diversas possibilidades para lidar com as questões. Isso pode levar o filósofo clínico a considerar que a pessoa utiliza de Atalho. No entanto, muitas vezes, nada mais é do que o uso de prerrogativas e reflexões solidamente construídas sem o recurso da inventividade – semelhante ao que ocorre no repertório das jogadas de um xadrez eletrônico.
Os dados divisórios e os enraizamentos, elementos da historicidade, costumam ser suficientes para esta importante diferenciação.
Fonte: Instituto Packter – www.filosofiaclinica.com.br
Termos tratados na filosofia clínica, em alguns casos, como submodo vice-conceito.
Fonte: Interdisciplinaridade 2008 Curso de formação em Filosofia Apostila com textos selecionados por Lúcio Packter, INSTITUTO PACKTER www.filosofiaclinica.com.br
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