Filme: Longe Dela (Away from Her)

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Veja Cinema: Longe Dela

LONGE DELA trailer

Longe Dela (Away from Her)

Sinopse

Casados por 45 anos, Grant (Gordon Pinsent) e Fiona (Julie Christie) são separados por uma grave doença da mulher, que é encaminhada a uma casa de tratamento para idosos. Lá, Fiona conhece outro homem enfermo que mexe com seus sentimentos provocando uma crise de ciúmes no marido, também conhecido por ser um grande galanteador. Os dois passam a rever as trajetórias de suas vidas e analisam como poderiam ter vivido bem diferente se não estivessem juntos.

Informações Técnicas
Título no Brasil:  Longe Dela
Título Original:  Away from Her
País de Origem:  Canadá
Gênero:  Drama / Romance
Ano de Lançamento:  2006
Direção:  Sarah Polley

Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_19341_Longe.Dela-(Away.from.Her).html

Sugestão para leitura clínica filosófica: O Som do Coração (August Rush, 2007).

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Trechos do filme:

SINOPSE
August Rush é filho de um guitarrista irlandês e de uma violoncelista americana. Seus pais, ainda jovens, se conheceram de forma mágica na Washington Square, em Nova York. Devido às circunstâncias, August foi deixado num orfanato. Protegido por uma pessoa misteriosa, e se apresentando nas ruas da cidade, agora August utiliza seu extremo talento musical para tentar reencontrar os pais de quem foi separado desde o nascimento.
Fonte: http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=18825

Video: "Film of enriched spirituality"

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Leitura clínica filosófica

Padrão e Armadilha Conceitual

Aspectos da definição:

É qualquer conceito, situação, circunstância que tenha como característica aprisionar o sujeito.

Como surge ou se articula?

Trata-se de movimentos aleatórios, concessões, ‘arapucas’ existências e outras.

Neste tópico estrutural, padrão, muitas vezes, precisamos obter o conhecimento de sua natureza para, após, alterar, se necessário, suas regras, remodelando-o.

Sugestão para leitura clínica filosófica

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Filme: Crash - No Limite

Trechos do filme:

 

Crash - No Limite (Crash, 2004)
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis, Robert Moresco
Gênero: Drama
Origem: Alemanha/Estados Unidos

Uma leitura sobre o filme

(…)

Poucas vezes temos a oportunidade de ver um filme que atinge sua meta sem tematizá-la.
A problemática do preconceito está presente em cada cena, estapeando-nos na cara, mas, em momento algum, ela é verbalizada.
A primeira comparação a ser feita é com o magnífico roteiro de Paul Thomas Anderson para "Magnólia". Tanto neste filme quanto em "Crash", nós nos enveredamos num labirinto de vidas e de frustrações. Pessoas completamente diferentes, mergulhadas no mesmo mundo, tocando-se cotidianamente, confrontando-se, compreendendo-se.
Em "Crash", Paul Haggis nos apresenta a proximidade, os acidentes (de onde vem o título) que nos forçam a reconhecer o outro como pertencente ao mesmo universo que nós.
A trama é fragmentada em vários núcleos narrativos, todos imersos em sua apreensão de mundo e em seus preconceitos próprios.
Há o caucasiano com preconceito em relação aos negros e latinos; há os negros com preconceitos dos brancos e dos próprios negros; há árabes (categorização que inclui, no filme, todos os muçulmanos, mesmo que a maioria islâmica do mundo não seja falante do árabe ou nascida na Arábia Saudita) com preconceito dos latinos; há os chineses, os porto-riquenhos, os tailandeses, os pobres, os ricos, os bandidos, os policiais e há mesmo aqueles que nem possuem classificação.
"Crash" demonstra, com um realismo surpreendente, que preconceito e discriminação não é um "privilégio" dos brancos burgueses, que todos nós, independentes de raça e classe social, já possuímos uma pré-compreensão do mundo que nos circunda e que é através dela que escolhemos nossos círculos de amizade, os ambientes que freqüentamos e as pessoas que costumamos evitar. Não se trata de algo racional, fundamentado em teorias eugênicas, mas sim a própria constituição nossa, enquanto seres humanos, de julgar o próximo e lidar com ele através deste julgamento.
Há um desamparo terrível nesta constatação, como se, para esta falta de tolerância, não houvesse solução. Mas a arte - mesmo que não tenha de possuir esta atribuição - é um modo de voltarmos nosso olhar sobre nós mesmos e percebermos que também fazemos parte deste ciclo de ódio, que, se um filme como "Crash" existe, é porque nós permitimos e, mais do que isto, contribuímos que para chegássemos a este ponto.
Acredita-se que o filme de Haggis simboliza a América pós-11-de-setembro. Nada mais equivocado do que isto. O filme de Haggis simboliza a humanidade, desde seus primórdios pré-históricos até hoje. Nossa época, longe de ser a fundadora do preconceito, apenas o acentua dia após dia.
Infelizmente, "Crash" é a história do nosso cotidiano…
Felizmente, o filme é belo!

Fonte: http://criticadearte.blogspot.com/2006/04/crash-no-limite.html

"Asas do Desejo" (lançamento em 1987).

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Trecho do filme:

 

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O anjo Damiel (Bruno Ganz): céu sobre Berlim

O filme "Asas do Desejo", de Wim Wenders, teve estréia mundial em 17 de maio de 1987 no Festival de Cannes. Os anjos pairaram sobre uma cidade de perfil bem distinto daquele que a capital alemã tem hoje.

No 17 de maio de 1987, Asas do Desejo, do cineasta alemão Wim Wenders, estreava no Festival Internacional de Cannes. Mais de duas décadas depois, os temores do diretor de que o filme fosse mal compreendido por público e crítica não passam de uma pálida lembrança.

O longa tornou-se não apenas um clássico da história da sétima arte (com direito a volta triunfal aos cinemas alemães em maio de 2006, quando se comemorou seu "aniversário" de 20 anos), mas talvez a realmente última grande obra cinematográfica de Wenders. E, acima de tudo, um dos mais belos registros de uma Berlim que há muito deixou de existir.

Os anjos que sobrevoavam a cidade dividida, desejando experimentar a intensidade da dor e do delírio humano, rodaram o mundo. Asas do Desejo (ou "O céu sobre Berlim", na tradução fiel do original Der Himmel über Berlin) tornou-se um must entre cinéfilos mundo afora.

Wenders levou o prêmio de melhor direção em Cannes e o filme foi, em seguida, exibido em mais de 80 salas dentro da então Alemanha Ocidental. Fora do país, a recepção foi tamanha que o longa chegou a ficar em cartaz mais de um ano no Japão.

Arquitetura de luz e sombras

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O francês Henri Alekan: mestre da luz

"Em outra cidade que não Berlim, eu jamais teria tido a idéia de fazer um filme como este", disse o diretor 20 anos depois, ao diário Berliner Morgenpost.

Certamente nenhuma outra cidade teria oferecido às lentes do fotógrafo Henri Alekan uma paisagem urbana tão abandonada, exatamente onde as referências à história eram tão marcantes, como na Potsdamer Platz, por exemplo. Da mesma forma, certamente nenhum outro fotógrafo teria captado a textura da cidade com tamanha sutileza quanto Henri Alekan.

"Sua luz criou um novo espaço, no qual existia também outro tempo e no qual se falava outra língua, uma língua mais poética. Henri criou uma arquitetura de luz e sombras, construindo um equilíbrio marcadamente complexo entre tons claros e escuros, do mais profundo negro ao mais claro branco", dizia Wenders seis anos mais tarde, na entrega do Prêmio Wilhelm Murnau ao fotógrafo francês, em 1993.

"Se hoje, no fim da minha carreira, olho para trás, o filme mais importante que fotografei, a coroação do meu trabalho, foi Asas do Desejo", respondia Alekan a Heidi Wiese, em declaração publicada no volume A Metafísica da Luz, antes de sua morte em 2001 aos 92 anos.

Cidade do preto-e-branco

As imagens do filme fotografadas por Alekan, quase todas em preto-e-branco, são um registro sensível e raro das muitas faces de Berlim, maquiadas desde a reunificação do país: o Muro como cicatriz viva da Guerra, a solidão de uma Potsdamer Platz gélida e vazia, uma Anhalter Bahnhof perdida e a deserta paisagem de Prenzlauer Berg, preenchida apenas por alguns Trabis, os carros típicos do Leste alemão.

Esta seqüência "do outro lado do Muro", na então Alemanha de regime comunista, "foi rodada por um fotógrafo de Berlim Oriental. Não pudemos colocar o nome dele nos créditos, pois havia feito as imagens escondido e nos cedido secretamente", contou Wenders ao jornal Berliner Zeitung

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Damiel (Bruno Ganz) e Cassiel (Otto Sander): Anjos sobre Berlim

Era a Berlim de Nick Cave e dos shows embaçados nos galpões mal-iluminados, como o que se vê no filme. Sem Nick Cave, disse Wenders ao Die Zeit, "não teria havido (pelo menos não para mim) a sensação de que aquela cidade ilhada era, ao mesmo tempo, o centro do mundo. Este australiano soturno e seu guitarrista Blixa Bargeld fizeram ali uma música que conseguiu definir melhor aquele tempo do que qualquer outra música qualquer outro lugar".

Clássico da história do cinema

Embora todas essas imagens se tornem cada vez menos compreensíveis para o espectador de hoje, devido à distância do tempo e às constantes mudanças da cidade nos últimos anos, Asas do Desejo é um desses filmes que, como Paris, Texas ou Alice nas Cidades – para se ater apenas a Wenders – "ficam".

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Marion (Solveig Dommartin): a trapezista do Circo Alekan

Os anjos Damiel e Cassiel ficam, mesmo que o rosto do ator Bruno Ganz esteja hoje mais associado à Queda de Hitler, mesmo que o purismo estético de Henri Alekan venha se tornando cada vez mais raro na era da tecnologia e dos retoques milagrosos da pós-produção, mesmo após a morte prematura, em janeiro de 2007, da atriz Solveig Dommartin, a trapezista por quem o anjo Damiel se apaixona.

Este "Céu sobre Berlim" entra como clássico para a história do cinema, porque conseguiu cartografar magistralmente a singularidade de Berlim nos anos que antecederam a queda do Muro. Conseguiu fazer com que o espectador fosse levado, se não de fato, pelo menos em sonho à cidade dividida, isolada e única. Levado até lá, nas asas do desejo, para passar a saber, assim como Damiel na última cena do filme, "o que nenhum anjo sabe".

Soraia Vilela

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2509237,00.html

Leitura clínica filosófica

Algumas das possíveis leituras, neste trecho do filme, podem identificar o tópico sensorial e abstrato (tópico 3), no que se refere ao abstrato.

O termo abstração diz respeito à derivação de conceitos.

Também quando a pessoa utiliza termos ou conceitos, proposições indiretamente ligadas aos sentidos.

Em muitos casos, identificamos conceitos abstratos na fala da pessoa, através de termos como: “eu considero…”, “eu penso…”, “eu sonho…”, “eu conjecturo…”, “eu imagino…” e outros, quando a pessoa não utiliza termos ligados aos sentidos e nem a sua formação.

Bruno Packter

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