Muito Além do Jardim (Being There)
País/Ano de produção: EUA, 1979
Direção de Hal Ashby
Roteiro de Jerzy Kosinski
Elenco: Peter Sellers, Shirley MacLaine, Melvyn Douglas, Jack Warden,
Richard Dysart, Richard Basehart, Ruth Attaway, David Clennon, Fran Brill.
Comentário:
Um dos últimos filmes de Peter Sellers, considerado por vários especialistas como um dos maiores comediantes de todos os tempos é um filme que nos faz rir, mas que fundamentalmente nos emociona e nos leva a pensar. Baseado na obra literária “O Videota”, de Jerzy Kozinski, o filme nos mostra a vida de um jardineiro que durante praticamente toda a sua existência viveu num único lugar, a casa de seu patrão.
Sua experiência de vida restringia-se ao jardim dessa residência, ao contato com as poucas pessoas que por ali transitavam (como seus patrões e os demais funcionários) e as informações que conseguia pela televisão.
O contato freqüente com as plantas faz com que o protagonista de “Muito Além do Jardim” entenda que o crescimento se faz a partir de um processo lento, regado por compreensão, paciência e muito, muito carinho e atenção. Ao expor seu entendimento das coisas que o cercam, Chance Gardener expressa suas idéias com base em seu universo aparentemente restrito, entretanto, sem que as pessoas saibam de sua origem, passa a ser interpretado como um sábio, que se expressa a partir de parábolas ou metáforas.
Protegido pelos limites da casa onde vivia, Chance preserva uma candura e uma inocência dignas das crianças. Não tem a malícia das ruas a macular sua auto-imagem e a consideração e estima que apresenta pelas outras pessoas.
Uma fábula moderna, essa talvez seja a melhor caracterização para esse charmoso e interessante filme do diretor Hal Ashby (indicado a vários prêmios). Publicado antes em 25 de dezembro de 2007.
Na Filosofia Clínica, tratamos dos pré-juízos como verdades subjetivas que a pessoa traz previamente e que entrarão em contato com suas vivências. Por exemplo, algo é assim para ela, antes mesmo de conhecer mais a seu respeito.
Portanto, pré-juízos dizem respeito a verdades, tratam do que é a priori e tendem a uma conclusão, um dado que se cristalizou em uma verdade.
Em alguns casos, os pré-juízos não passam por questões ligadas aos defeitos ou virtudes. Os pré-juízos correspondem a tudo o que uma pessoa é, tudo o que ela pensa ser, fazendo parte de suas crenças e verdades subjetivas, e que também para o “outro”, ocorra desta forma.
Neste caso, no vídeo percebemos questões sobre o espaço deste “outro”, expressando suas verdades.
Podemos ser diferentes e ainda assim estarmos certos, tudo ao mesmo tempo. É preciso, na medida do possível, partindo-se de cada estruturação, abrir caminho às diferenças.
No site Só Filosofia você encontra um vasto material para os seus estudos em filosofia.
Pedro de Freitas Júnior, bacharel em filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Filosofia Clínica, é responsável pela seção que trata de vídeos, contendo reflexões filosóficas escolhidos a cada semana.
Cidade interiorana suíça, começo do século 20. Há um teatro apreciado por todos, uma tradicional universidade, uma igreja livre e poderosa. O teatro da cidade foi comprado em meados do século 19 pelo rico empresário Oscar Ekdahl. Quando o filme começa, a viúva Helena Ekdahl é a matriarca da turbulenta família. Ela passou a administração do teatro para seu filho mais velho e a sua esposa. Inicialmente, a história é sobre os Ekdahl e seus integrantes, e tudo é razoavelmente idílico. Gradualmente, o bispo Edvard Vergerus vai se envolvendo com a família. Ele é um homem tolerante, com uma voz suave, batina bem ajustada e possuído por um ódio que não será destruído até que seu corpo se transforme num ardente pilar de fogo. Por mais que pareça estranho, é o garoto Alexander, de 10 anos, o responsável por sua morte. Fanny é sua jovem irmã. Fanny e Alexander é a história de um ano na vida da família Ekdahl.
Informações Técnicas
Título no Brasil: Fanny & Alexandre
Título Original: Fanny och Alexander
País de Origem: Suécia
Ano de Lançamento: 1982
Direção: Ingmar Bergman
Sinopse: Primeiro e único filme dirigido pelo escritor e roteirista Dalton Trumbo, uma das grandes vítimas do macarthismo, Johnny Vai à Guerra é um monumento cinematográfico erigido contra todas a guerras: do passado, do presente e do futuro. Afinal, Trumbo criou a figura do soldado sem nome como uma metáfora de todos os homens que perderam a vida na guerra. Filme poético e chocante, é narrado em dois níveis, com o preto e branco e o colorido separando a vida e a agonia de um soldado reduzido a um torso em combate durante a 1ª Guerra Mundial. Por meio de um monólogo interior, somos testemunhas do que foi a vida do jovem soldado e acompanhamos o que restou do seu corpo numa sala escura de hospital. Vencedor do Prêmio Especial do Júri e do Prêmio da Crítica (FIPRESCI) no Festival de Cannes em 1971, Johnny Vai à Guerra é um filme tão aterrador quanto necessário. Fonte: http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=12404
Os irmãos John Savage (Philip Seymour Hoffman) e Wendy Savage (Laura Linney) precisam se juntar para cuidar do pai doente (Philip Bosco). Separados afetivamente e geograficamente por muitos anos, os filhos de Lenny Savage pouco conhecem sobre o homem que tentam salvar. No processo de cura do velho Savage, os irmãos confrontarão suas personalidades em um cômico drama familiar.
Casados por 45 anos, Grant (Gordon Pinsent) e Fiona (Julie Christie) são separados por uma grave doença da mulher, que é encaminhada a uma casa de tratamento para idosos. Lá, Fiona conhece outro homem enfermo que mexe com seus sentimentos provocando uma crise de ciúmes no marido, também conhecido por ser um grande galanteador. Os dois passam a rever as trajetórias de suas vidas e analisam como poderiam ter vivido bem diferente se não estivessem juntos.
Informações Técnicas Título no Brasil: Longe Dela Título Original: Away from Her País de Origem: Canadá Gênero: Drama / Romance Ano de Lançamento: 2006 Direção: Sarah Polley
É qualquer conceito, situação, circunstância que tenha como característica aprisionar o sujeito.
Como surge ou se articula?
Trata-se de movimentos aleatórios, concessões, ‘arapucas’ existências e outras.
Neste tópico estrutural, padrão, muitas vezes, precisamos obter o conhecimento de sua natureza para, após, alterar, se necessário, suas regras, remodelando-o.
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