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	<title>Filosofia Clínica</title>
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	<description>ACAFIC - Associação Catarinense</description>
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		<title>Ser e Ter – Gabriel Marcel</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 02:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros (Sugestão de Leitura)]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[indicação de livros]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[SER E TER, Être et avoir, 1935. Gabriel Marcel, 1889-1973. Essa obra é dividida em duas partes. A primeira, intitulada &#8220;Ser e Ter&#8221;, constitui a seqüência do Diário metafísico, com o &#8220;Esboço de uma fenomenologia do Ter&#8221;. A segunda contém três estudos sobre o tema &#8220;Fé e Realidade&#8221;. A distinção entre o Ser e o &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SER E TER, <em>Être et avoir</em>, 1935.</p>
<p>Gabriel Marcel, 1889-1973.</p>
<p>Essa obra é dividida em duas partes. A primeira, intitulada &#8220;Ser e Ter&#8221;, constitui a seqüência do <em>Diário metafísico</em>, com o &#8220;Esboço de uma fenomenologia do Ter&#8221;. A segunda contém três estudos sobre o tema &#8220;Fé e Realidade&#8221;. A distinção entre o Ser e o Ter aparece no <em>Diário metafísico</em> ( 16 de março de 1923). Ter é poder dispor de, ou possuir um poder sobre, mas esse modo de ter implica a interposição do corpo. Ademais, Marcel destaca a <em>tensão</em> que opõe a interioridade à exterioridade no fato de ter. Tensão entre o <em>tenho</em> e <em>a coisa que tenho</em>. Mas essa tensão se manifesta também no que o filósofo chama de tragédia do Ter. Isto porque o corpo é o ponto de referência do Ter, mas o que possuo faz, de algum modo, parte de mim, ao mesmo tempo que não faz realmente parte, pois posso perder o que tenho, mas nem por isso deixar de existir. Há, pois, uma ambigüidade fundamental no cerne da noção de Ter. Assim, Marcel liga o Ter à ansiedade, ao desejo, ao sofrimento, à escravidão, à morte.</p>
<p>Contudo, é possível sublimar o Ter em Ser, pois convém considerar o Ter não como exterior ao Ser, mas como constituinte de uma maneira de existir. Assim, essa sublimação do Ter em Ser é possível modificando-se essa maneira de existir. Da posse bruta e maciça, pode-se passar para uma espécie de criação pessoal. Uma coisa à qual estamos <em>vitalmente</em> ligados transforma-se em &#8220;matéria perpetuamente renovada de uma criação pessoal&#8221;. Marcel toma o exemplo do jardim para quem o cultiva, ou do instrumento musical para o intérprete. Aí, o objeto não é mais apenas possuído; ele é como sublimado em ser. Torna-se prolongamento da interioridade. &#8220;Onde houver criação pura, o ter como tal será transcendido ou ainda volatilizado no bojo dessa criação.&#8221;</p>
<p>Essa obra é essencial para a compreensão do pensamento de Marcel. Contém uma tentativa de explicitação do tema fundamental do pensamento do filósofo.</p>
<p>Estudo: M.-M. Davy, <em>Un philosophe itinerant: Gabriel Marcel</em>, Flammarion, 1959.</p>
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		<title>A Transcendência do Ego</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 02:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[JEAN-PAUL SARTRE Esboço de uma descrição fenomenológica, La transcendance de l&#8217;ego, 1936-1937. JEAN-PAUL SARTRE, 1905-1980. Sartre, nesse primeiro ensaio, interroga­-se sobre os elos entre consciência, &#8220;Eu&#8221; (&#8220;Je&#8221;), eu (moi) e ego. A hipótese &#8211; kantia­na &#8211; é que há desdobramento da consciên­cia: se nossa consciência acompanha nos­sas representações, deve necessariamente haver uma consciência transcendental para &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JEAN-PAUL SARTRE</p>
<p>Esboço de uma descrição fenomenológica,<br />
<em>La transcendance de l&#8217;ego,</em> 1936-1937.<em> </em><br />
JEAN-PAUL SARTRE, 1905-1980.</p>
<p>Sartre, nesse primeiro ensaio, interroga­-se sobre os elos entre consciência, &#8220;Eu&#8221; <em>(&#8220;Je&#8221;), </em>eu <em>(moi) </em>e ego. A hipótese &#8211; kantia­na &#8211; é que há desdobramento da consciên­cia: se nossa consciência acompanha nos­sas representações, deve necessariamente haver uma consciência transcendental para afirmar essa consciência empírica.</p>
<p>&#8220;Ser consciência é ser consciência de al­guma coisa&#8221;, segundo o princípio fenome­nológico proposto por Husserl. Há portanto, além de nossa consciência reflexiva, uma consciência irrefletida. Quando pego uma cadeira, <em>sei </em>que estou pegando uma cadeira (consciência interior e reflexiva), mas antes mesmo dessa consciência, <em>há </em>a cadeira: consciência irrefletida do objeto exterior, que não se toma a si mesma por objeto, mas que traz à existência a cons­ciência de todo objeto. Essa &#8220;consciência de consciência&#8221; é impessoal, desprovida do Eu. &#8220;Assim, a consciência que diz &#8216;Eu penso&#8217; não é precisamente essa consciên­cia.&#8221; Há, pois, três graus de consciência: a consciência irrefletida, a consciência re­flexiva e o ato que une esse desdobramen­to. Nesse terceiro grau &#8211; que Husserl de­nomina &#8220;redução fenomenológica&#8221; (<em>epoché), </em>porque reduz o transcendental ao empírico &#8211; aparece o Eu, não concreto mas existente, real. Esse Eu do <em>cogito </em>dá-se como transcendente, pois é o princípio uni­tário de nossas ações. Corresponde-lhe o eu, material, formado do conjunto de nos­sos sentimentos (estados ou qualidades). Ambos constituem aquilo que Sartre cha­ma de ego (a personalidade), incognoscí­vel porque íntimo, mas princípio de unida­de de todas as nossas produções. Ele é o objeto que a consciência reflexiva desco­bre: &#8220;O ego está para os objetos psíquicos como o mundo está para as coisas.&#8221;</p>
<p>Em 1934 Sartre estudou fenomenologia &#8211; Heidegger e Husserl- em Berlim, e a di­vulgou na França através desse breve trata­do publicado dois anos mais tarde. Esgotando seus fundamentos nos pensamentos cartesiano e spinozista, esse ensaio preten­de também ser uma resposta aos idealistas: não há um Todo superior à consciência, do qual esta dependeria; a consciência é autô­noma e intencional. Essa teoria da cons­ciência fundamenta aquilo que será cha­mado de &#8220;existencialismo sartriano&#8221;, cuja formulação mais acabada está em <em>O ser e o nada.</em></p>
<p>Estudo: F. Jeanson, <em>Le problème moral et la pensée de Sartre, </em>Le Seuil, 1966.</p>
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		<title>Curso de Pós-Graduação em Filosofia Clínica</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 01:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Clínica]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.acafic.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/folder-fil-cli.gif"><img class="alignnone size-large wp-image-2447" title="folder-fil-cli" src="http://www.acafic.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/folder-fil-cli-617x1024.gif" alt="" width="617" height="1024" /></a></p>
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		<title>Discursos em Torno de Duas Ciências Novas</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 02:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze attenenti alla mecanica e i movimenti locali, 1638. GALILEU (Galileo Galilei, dito), 1564-1642. Retrato de Galileu Galilei pintado por Justus Sustermans em 1636. “National Maritime Museum”, Greenwich, Londres. Quando, em sua residência vigiada de Arcetri, Galileu redige essa obra, a adesão ao heliocentrismo copernicano já está &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze attenenti alla mecanica e i movimenti locali, </em>1638.</p>
<p>GALILEU (Galileo Galilei, dito), 1564-1642.</p>
<p><a href="http://www.acafic.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/galileu.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2443" title="galileu" src="http://www.acafic.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/galileu.jpg" alt="" width="315" height="400" /></a><br />
<em>Retrato de Galileu Galilei pintado por Justus Sustermans em 1636. “National Maritime Museum”, Greenwich, Londres.</em></p>
<p>Quando, em sua residência vigiada de Arcetri, Galileu redige essa obra, a adesão ao heliocentrismo copernicano já está feita. Filosoficamente, esse texto não está à altu­ra do <em>Diálogo sobre os dois grandes siste­mas do mundo, </em>mas seu interesse científi­co não é dos menores, e para o epistemólo­go ou o historiador das ciências, o que se faz nos <em>Discorsi </em>permanece como modelo de revolução científica. Maurice Clavelin assim resume a sua contribuição científica:</p>
<p>&#8220;Lançar as bases de uma inteligibilidade geométrica do movimento, ou seja, na rea­lidade da própria natureza.&#8221;</p>
<p>Compassado por &#8220;Jornadas&#8221;, como o <em>Diá­logo, </em>o texto começa com uma apresenta­ção das duas ciências de que vai tratar: a teoria da coesão da matéria e a ciência do movimento. A primeira Jornada é dedicada à investigação das causas da coesão dos só­lidos. Galileu, em sua resposta, mistura cer­tas teses atomistas a afirmações ainda pro­venientes da escolástica (ele admite, por exemplo certa repugnância da natureza pelo vazio). No fim dessa primeira Jornada é elaborada, ao cabo de um prodigioso esfor­ço teórico e experimental, a teoria da queda dos corpos. A segunda Jornada trata da re­sistência dos materiais; é provavelmente a parte mais envelhecida da obra.</p>
<p>A terceira e a quarta jornadas contêm o essencial da contribuição científica dos <em>Discursos: </em>a fundamentação da mecânica racional em bases matemáticas. Galileu de­senvolve então, não sem encontrar muitos obstáculos (nem todos superáveis), a teoria do movimento inercial e do movimento dos projéteis.</p>
<p>O interesse despertado pelos <em>Discorsi, </em>no que se refere às duas ciências novas, re­side também na compreensão sem prece­dentes da fecunda relação entre teoria e experiência. Esta é onipresente, e nunca per­mite que o raciocínio apriorístico imponha seus pontos de vista (como ocorre, por exemplo, em Descartes). Por outro lado, Galileu recusa-se a esvaziar a contribuição dos técnicos e dos artistas à pesquisa cien­tífica. Com ele começa o grande trabalho de reabilitação das técnicas que será con­cretizado, contra uma tradição bimilenar, pelo século das Luzes.</p>
<p><strong>Edição brasileira: </strong><em>Discursos em torno de duas ciên­cias novas, </em>Rio de Janeiro, Museu de Astronomia, 1988.</p>
<p><strong>Estudo: </strong>M. Clavelin, <em>La philosophie naturelle de Galilée, </em>col. &#8220;Philosophies pour l&#8217;âge de la science&#8221;, Ar­mand Colin, 1968.</p>
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