<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Filosofia Clínica</title>
	<atom:link href="http://www.acafic.com.br/site/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.acafic.com.br/site</link>
	<description>ACAFIC - Associação Catarinense</description>
	<lastBuildDate>Sun, 13 May 2012 02:01:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>Dois Tratados Sobre o Governo &#8211; John Locke</title>
		<link>http://www.acafic.com.br/site/dois-tratados-sobre-o-governo-john-locke/</link>
		<comments>http://www.acafic.com.br/site/dois-tratados-sobre-o-governo-john-locke/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 02:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.acafic.com.br/site/?p=2529</guid>
		<description><![CDATA[Two Treatises of Government, 1690. JOHN LOCKE, 1632-1704. Há dois Tratados sobre o governo, que foram publicados juntamente com Ensaio acerca do entendimento humano. O primeiro trava uma polêmica com Robert Filmer, autor de uma obra política que tivera alguma repercussão: Patriarcha (1680). Filmer, que também será atacado com violência por Rousseau, defendia o absolutismo &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Two Treatises of Government, </em>1690.<em> </em>JOHN LOCKE, 1632-1704.</p>
<p>Há dois <em>Tratados sobre o governo, </em>que foram publicados juntamente com <em>Ensaio<br />
acerca do entendimento humano</em>.</p>
<p>O primeiro trava uma polêmica com Robert Filmer, autor de uma obra política<br />
que tivera alguma repercussão: <em>Patriarcha </em>(1680). Filmer, que também será atacado<br />
com violência por Rousseau, defendia o absolutismo monárquico, identificando o<br />
poder real com o poder paterno; para isso, baseava-se numa referência aos textos bí-<br />
blicos. Locke, assim como mais tarde Rousseau, empenha-se em refutar essa confusão.</p>
<p>O exercício do poder político não apresenta nenhuma analogia com a autoridade<br />
do chefe de família, e a comparação é objetivamente ilegítima. Por outro lado, nenhum<br />
dos dois poderes é transmitido por herança segundo Locke, a herança só deve ser apli-</p>
<p>cada à propriedade). Ademais, esse primeiro tratado denuncia a utilização abusiva da<br />
autoridade da Bíblia por parte de Filmer. A lei natural não autorizaria, portanto, o poder de uma única pessoa sobre todas as outras; ao contrário, ela determina a liberdade.</p>
<p>O segundo tratado fundamenta o enunciado da lei natural na descrição do homem<br />
em estado natural. Segundo Locke, dois dados caracterizam esse estado: a família e<br />
a propriedade. A <em>família, </em>porque as necessidades naturais da procriação e da educação dos filhos determinam essa célula original. A <em>propriedade, </em>por sua vez, supõe uma dedução mais delicada. A natureza deu a todos os homens o que lhes é necessário para a subsistência; em estado natural, nada é de ninguém, pois tudo é de todos. É por meio do trabalho que um homem pode acrescentar algo de si às coisas tiradas da natureza (parcela de terra, semente, matéria-prima). Ele adquire assim um direito legítimo sobre o fruto de seu trabalho, ao qual ninguém mais pode ter pretensões, pelo menos enquanto não vier<br />
faltar o mínimo para a sobrevivência de todos. Embora Locke não imagine o estado<br />
natural como um estado de guerra (a exemplo do que faz Hobbes), admite que, nesse<br />
estado, não há garantia de direitos. Ademais, o aparecimento do dinheiro vai desestabilizar a harmonia entre o homem e a natureza, e tornar necessária a intervenção de uma instituição exterior a essa relação: a sociedade política.</p>
<p>Portanto, os homens começam a viver em sociedade para que seus direitos naturais<br />
sejam garantidos. O pacto social inicial põe nas mãos do poder soberano a autoridade<br />
que alicerçará essa garantia. A associação é livre, e só dará bases à sujeição se a autoridade satisfizer aos fins civis. Se isso não ocorrer, os contratantes se reservam o direito de romper o pacto e de destituir os governantes. Tais princípios evidentemente invalidam a monarquia absoluta, cuja essência é não depender de nenhum consentimento popular. O poder legislativo e o poder federativo (relações internacionais, guerra) cabem ao povo. O segundo tratado subordina a política à moral, recusando-se a ver a legislação positiva e o executivo como fundamentos de sua própria autoridade: o poder político permanece submetido à exi-<br />
gência de justiça, e estará desqualificado a transgredir.</p>
<p>Os dois tratados lançam as bases do liberalismo político. O Estado não tem outra<br />
função senão garantir os direitos naturais do homem. A rigor, não <em>faz </em>nada, mas garante<br />
que se <em>deixe </em>o homem <em>fazer </em>aquilo a que ele possa pretender legitimamente em virtude da natureza. A instituição política só tem função defensiva e protetora.</p>
<p>A doutrina dos tratados (sobretudo do segundo, que expõe seu conteúdo positivo)<br />
terá enorme sucesso. Rousseau fará sua crítica em <em>Discurso sobre a origem e </em>os <em>funda-<br />
mentos da desigualdade entre </em>os <em>homens</em>.</p>
<p>Edição brasileira: <em>Dois tratados sobre o governo,</em>São Paulo, Martins Fontes, 1998.</p>
<p>Estudo: S. Goyard-Fabre, apresentação do texto na edição francesa: <em>Traité du governement civil, </em>Col. GF, Flammarion, 1984.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.acafic.com.br/site/dois-tratados-sobre-o-governo-john-locke/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As duas fontes da moral e da religião &#8211; Bergson</title>
		<link>http://www.acafic.com.br/site/as-duas-fontes-da-moral-e-da-religiao-bergson/</link>
		<comments>http://www.acafic.com.br/site/as-duas-fontes-da-moral-e-da-religiao-bergson/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 May 2012 02:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.acafic.com.br/site/?p=2521</guid>
		<description><![CDATA[HENRI BERGSON,1859-1941. As duas fontes da moral e da religião, Les deux sources de la morale et de la religion, 1932. Na última de suas grandes obras, Bergson aplica sua filosofia da vida criativa às questões éticas e religiosas, superando assim as teses admitidas pela sociologia fran- cesa (Durkheim). A obrigação, à qual é dedicado &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>HENRI BERGSON,1859-1941.</em></p>
<p><em>As duas fontes da moral e da religião<strong>, </strong>Les deux sources de la<br />
morale et de la religion,</em> 1932.</p>
<p>Na última de suas grandes obras, Bergson aplica sua filosofia da vida criativa às<br />
questões éticas e religiosas, superando assim as teses admitidas pela sociologia fran-<br />
cesa (Durkheim). A <em>obrigação, </em>à qual é dedicado o primeiro capítulo, é um peso que<br />
incide sobre a vontade à guisa de hábito. Ela é a forma assumida pela necessidade no do-<br />
mínio da vida quando, para realizar certos fins, ela exige inteligência, escolha e, por<br />
conseguinte, liberdade. Mas a obrigação pode transfigurar-se em moral completa, que é a dos heróis e dos santos. Pressão social (da moral fechada) e elã de amor (da moral aberta) são as duas manifestações da vida, que procura transfigurar-se em elã de evolução criativa.</p>
<p>No capítulo 2, a <em>religião estática </em>é definida como reação defensiva da natureza contra o que poderia haver de deprimente para o indivíduo e de dissolvente para a sociedade no exercício da inteligência. &#8220;A religião, por seus ritos e cerimônias, tem a função de manter a vida social.&#8221; As perturbações provocadas pela inteligência (a representação de um futuro incerto, a ameaça do egoísmo individual) são compensadas e anuladas pela função fabuladora da religião natural.</p>
<p>A <em>religião dinâmica </em>é objeto do terceiro capítulo. Em torno da inteligência há uma<br />
orla de intuição. Conseguindo-se fixá-la, intensificá-la e completá-la em ação, obtém-<br />
se a religião dinâmica (o misticismo), &#8220;júbilo no júbilo, amor pelo que só é amor&#8221;,<br />
inserida no próprio movimento do elã vital. O misticismo é a intensificação superior da<br />
intuição que subsiste em nós (ao lado da inteligência), e que nos permite ir às raízes<br />
de nosso ser. A intuição mística é participação na essência divina; sugere que a cria-<br />
ção é um empreendimento de Deus para criar criadores, &#8220;para associar a si seres dig-<br />
nos de seu amor&#8221;.</p>
<p>O quarto e último capítulo intitula-se &#8220;Observações finais. Mecânica e mística&#8221;. O<br />
desenvolvimento industrial &#8211; afirma Bergson &#8211; dota-nos de um poder que será ilimitado quando a ciência souber liberar a força representada pela menor parcela condensada de matéria ponderável. Aí então caberá o apelo ao herói. Pois o homem poderá deixar de dedicar-se tanto à investigação da matéria e mais à do espírito e do psiquismo, possibilitando a propagação da intuição mística, único meio de reerguer uma humanidade que geme, &#8220;parcialmente esmagada pelo peso dos progressos que realizou&#8221;.</p>
<p>Edição brasileira: <em>As duas fontes da moral e da religião, </em>Rio de Janeiro, Zahar, 1978.</p>
<p>Estudo: W. Jankelevitch, <em>Henri Bergson, </em>P.UF., 1959.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.acafic.com.br/site/as-duas-fontes-da-moral-e-da-religiao-bergson/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tratado do Amor a Deus</title>
		<link>http://www.acafic.com.br/site/tratado-do-amor-a-deus-melebranche/</link>
		<comments>http://www.acafic.com.br/site/tratado-do-amor-a-deus-melebranche/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 07:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.acafic.com.br/site/?p=2514</guid>
		<description><![CDATA[NICOLAS MALEBRANCHE, 1638-1715. Traité de I&#8217; amour de Dieu, 1697. Malebranche redigiu esse tratado em resposta ao teólogo François Lamy, que o questionara numa obra havia pouco publicada, La connaissance de soi même. Nela, o beneditino cita Malebranche para justificar a doutrina dos quietistas. Estes, cujos principais representantes são Madame Guyon e Fénelon, preconizam uma &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NICOLAS MALEBRANCHE, 1638-1715.</p>
<p><a href="http://www.acafic.com.br/site/wp-content/uploads/2012/04/melebranche.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2515" title="melebranche" src="http://www.acafic.com.br/site/wp-content/uploads/2012/04/melebranche.jpg" alt="" width="281" height="469" /></a><br />
<em>Traité de I&#8217; amour de Dieu, </em>1697.</p>
<p>Malebranche redigiu esse tratado em resposta ao teólogo François Lamy, que o questionara numa obra havia pouco publicada, <em>La connaissance de soi même. </em>Nela, o beneditino cita Malebranche para justificar a doutrina dos quietistas. Estes, cujos principais representantes são Madame Guyon e Fénelon, preconizam uma religião de inspi- ração mística que louve a teoria do &#8220;amor puro&#8221;, ou seja, de um amor desinteressado a Deus, que não leve em conta nossa busca de felicidade e nosso desejo de obter a salvação. Assim, o homem deve anular-se e deixar que Deus tome a iniciativa; para Malebranche, essa passividade não passa de desvio da espiritualidade.</p>
<p>Fortemente influenciado pelo cristocentrismo do Oratório, Malebranche concorda com o quietismo em que o centro para o homem não deve ser ele mesmo, porém Deus. No entanto, ao descentramento cego dos quietistas, Malebranche opõe um descentramento em Deus que leve em conta a nossa natureza, ou seja, nosso desejo de ser feliz. Para isso, Malebranche distingue duas espécies de amor: o amor de benevolência e o amor de comprazimento. Com o primeiro, amamos a Deus e nisso encontramos regozijo, pois sabemos que esse amor a Deus nos levará à suprema felicidade. Em compensação, o amor de comprazimento nos leva a amar a Deus tendo em vista nós mesmos, por cálculo &#8211; Malebranche falará de &#8220;amor mercenário&#8221;, ou seja, de um amor que se vende. O amor que temos por Deus nunca é, portanto, desinteressado, ao contrário do que pensavam os quietistas. Ou seja: amamos a Deus porque nisso encontramos prazer.</p>
<p>Esse tratado permitiu que Malebranche se reconciliasse com Bossuet, que o atacara na época da publicação do <em>Tratado da natureza e da graça</em>.  Na verdade, ambos acreditam que um cristão não pode negligenciar sua salvação, e por isso deve praticar a prece e a meditação em vez de se entregar cegamente à vontade divina.</p>
<p>Estudo: Y. de Montcheui1, <em>Malebranche et le quiétisme, </em>Desdée De Brouwer, 1947.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.acafic.com.br/site/tratado-do-amor-a-deus-melebranche/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Discurso sobre as Ciências e as Artes</title>
		<link>http://www.acafic.com.br/site/discurso-sobre-as-ciencias-e-as-artes/</link>
		<comments>http://www.acafic.com.br/site/discurso-sobre-as-ciencias-e-as-artes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 02:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.acafic.com.br/site/?p=2508</guid>
		<description><![CDATA[Discours sur les sciences et les arts, 1750. JEAN-JACQUES ROUSSEAU, 1712-1778. Ao visitar Diderot, que fora aprisionado na torre de Vincennes por sua Carta sobre os cegos, Rousseau, lendo o Mercure de France, deparou com a questão em torno da qual a academia de Dijon propunha um concurso: &#8220;Se o restabelecimento das Ciências e das &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Discours sur les sciences et les arts</em>, 1750.<br />
JEAN-JACQUES ROUSSEAU, 1712-1778.</p>
<p>Ao visitar Diderot, que fora aprisionado na torre de Vincennes por sua <em>Carta sobre os cegos</em>, Rousseau, lendo o <em>Mercure de France</em>, deparou com a questão em torno da qual a academia de Dijon propunha um concurso: &#8220;Se o restabelecimento das Ciências e das Artes contribuiu para depurar os costumes.&#8221; &#8220;No momento em que li aquilo&#8221; &#8211; escreveu Rousseau depois -, &#8220;vi outro universo e me tornei outro homem.&#8221; Decidiu então concorrer. Esse primeiro Discurso, em plena época do surgimento das Luzes, sustenta um paradoxo: o desenvolvimento das ciências e das artes (por “artes” é preciso entender “técnicas”) corrompeu os costumes. Para defender essa tese, Rousseau mobiliza certo número de argumentos históricos e filosóficos.</p>
<p>A civilização abranda os costumes, ou seja, os &#8220;enerva&#8221; e &#8220;efemina&#8221;, levando os povos a perder o gosto pela liberdade. A polidez e o bom-tom não passam de vil e baixa bajulação, corrupção do coração. Segundo Rousseau, todos os exemplos históricos da Grécia, de Roma, de Constantinopla, da China e da Germânia provam: a força e a virtude dos povos estão na razão inversa de seu grau de refinamento. Rousseau não está muito longe de fazer a apologia da barbárie.</p>
<p>A essas provas de fato juntam-se provas discursivas: nascidas do orgulho do homem, as ciências incentivam o ócio e destroem a moral. As artes estão diretamente ligadas ao luxo, que corrompe e é economicamente ruinoso.</p>
<p>Rousseau ganhou o prêmio da academia de Dijon. Mas apesar &#8211; ou por causa &#8211; do estilo eloquente, a obra atrairá sobre o autor uma avalanche de refutações (o pastor Vernet, Grimm, Stanislas, rei da Polônia).<br />
Rousseau respondeu a todos com minúcias, em textos de estilo menos eloquente, mas também mais preciso e eficaz que as longas diatribes do <em>Discurso</em>, sobre o qual essas respostas lançam luzes inestimáveis.<br />
Mas Rousseau não conseguiu evitar a marginalização, num século inteiro voltado para o ideal do progresso das Luzes. Foi visto como um autor de paradoxos, e o <em>Discurso sobre as ciências e as artes</em> deu origem a uma disputa da qual participaram Voltaire e os Enciclopedistas.</p>
<p>Edição brasileira: <em>Discurso sobre as ciências e as artes</em>, in <em>Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens</em>, São Paulo, Martins Fontes,1993.</p>
<p>Estudo: J. Starobinski, <em>Jean-Jacques Rousseau, la transparence et l’obstacle</em>, col. &#8220;Tel&#8221;, Gallimard, 1976.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.acafic.com.br/site/discurso-sobre-as-ciencias-e-as-artes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

